Estatuto da Rural: projeto de uma nova organização versus novo projeto de poder
[de: Souza e Lemos]
Percebe-se um clima festivo na divulgação do novo estatuto, mas esse grande momento não pode ser enviesado. O estatuto de uma organização é geralmente consonante com a essência cultural dela. Por isso questiona-se aqui: a estatuinte supostamente deflagrada no dia 16 será o projeto de uma nova organização ou um novo projeto de poder para uma organização? Contribuirá para a construção de projeto para uma nova organização ou um novo projeto de poder para maquiar uma velha organização? A proposta deste texto é contribuir e ele procura reunir e fazer valer o velho ditado: São as idéias que brigam, não as pessoas. Se não fizermos isso, o texto final do estatuto lembrará uma “pequena ode ao poder”.
É importante reunir diferentes idéias sobre o que seja repensar uma organização para que o processo de mudança de estatuto seja visto para além do que sugerem os destaques do Rural Semanal: “reescrevendo a história” (RS de 19/6) e “trabalho exigente de criatividade (RS de 12/6).
Fundamentalmente, reescrever a história no contexto de um projeto estatuinte, deveria passar, primeiro, por uma reflexão sobre o legado proporcionado pela Reforma Universitária,Lei n° 5.540, de 28/11/68, que instituiu, dentre outros aspectos, estruturas paralelas de poder dentro da unidades acadêmicas. Segundo por uma reflexão sobre temas (entre outros) relativos a ampliação e democratização do acesso ao ensino superior, sobre a adequação dos currículos defasados face as grandes transformações tecnológicas, políticas e sociais ocorridas no final do último século, de modo a contribuir para o desenvolvimento econômico e social da nossa nação.
Para começar, destaquemos que no arquivo da proposta preliminar a palavra “poder” supera qualquer outra palavra esperada em uma mudança de formato organizacional, como maior flexibilidade, mais confiabilidade, rapidez e qualidade ou maior eficiência e efetividade da organização.
O texto estava pesado – “lógica de estrutura...e de poder” “caráter majoritário”, “caráter minoritário”, etc. –, algo que contrasta com o caráter empreendedor, democrático e criativo que o Rural Semanal sugere. Depois, felizmente, foi mudado para propostas A e B. A apresentação, por si só, teve um caráter pesado, cerrado e formal, inibidor da fruição de sentimentos e atitudes empreendedoras, criativas e democráticas. Será que essa é a essência da nossa organização? É válido notar que as palavras inovação, criatividade e empreendedorismo não aparecem nos princípios da UFRRJ ou em qualquer outra parte do texto proposto.
Geralmente, mudanças na essência de uma organização atendem às demandas daqueles que têm interesse (stakeholder) e nela influem diretamente: acionistas; os que estão no comando; funcionários; clientes; fornecedores; a região ou local que acolhe a organização; midia etc. Na proposta preliminar ficou evidente que as ambições dos clientes, funcionários e a região não foram consideradas como prioritárias e motivadoras. A não inovação organizacional, mascarada por forte amarração de centros e etc., atende, evidentemente, à manutenção do poder vigente aos atuais administradores da organização. Além disso, fortalecendo a estrutura de poder vigente e ao Projeto Reuni, favorece o interesse do acionista, o poder público, ou melhor, dos atuais ocupantes do governo federal.
Não foi deixado claro que a atual estatuinte significava um aprimoramento organizacional que daria conta do ajustamento da UFRuralRJ aos padrões mundiais de exigência de como deve comportar-se uma organização consumidora, produtora e compartilhadora de conhecimento, como: ter o fluxo da mudança vindo também de fora para dentro; ser orientada ao empreendedorismo e à inovação de produtos e processos; liderar e participar de sistemas nacionais, regionais e locais de inovação; ser desenhada para explorar ao máximo o efeito sinérgico dos seus principais recursos (professores, pesquisadores, técnicos, laboratórios etc.); ter transparência (accountability); ser orientada à parcerias com distintos atores sociais; ser capaz de desenvolver pessoas e produzir produtos e serviços em nível de excelência; apresentar um nível de serviço nas suas operações que reflita o aporte do que há de mais moderno, humano e sustentável em termos de tecnologia e ferramentas etc.. Definitivamente, não é isso que lê e vê nesse processo.
Está evidente que esse processo de aprimoramento organizacional está fechado. Ele só tem duas saídas. A comunidade irá participar da escolha e da oferta de contribuições para duas propostas elaboradas anteriormente; irá escolher entre aquilo que a Comissão Organizadora Geral (COG) definiu como sendo majoritário e minoritário, algo previamente pensado por eles, representando o que se entende ser a realidade e que refletirá o que eles querem que a realidade seja. O processo não nasceu de fora da UFRRJ para dentro dela, representando a mediação da sociedade e demais atores.
E, dentro da UFRRJ, o processo vem dos arcabouços da Administração Superior para todo o resto. A constituição da inteligência que norteia a mudança do estatuto, assumida pela COG, não veio de consultas a departamentos, setores e segmentos sobre o padrão de desempenho que essa organização deveria ter e que justificaria alguma mudança nela. Por exemplo, não ficou claro se a Administração Superior recorreu a alguma consultoria externa sobre temas como arquitetura, comportamento e desempenho organizacional. Ela, com certeza, não recorreu ao Departamento de Ciências Administrativas e Contábeis (DCAC) para solicitar a mediação dos seus especialistas, o que significa um desprestígio dos profissionais do departamento e que atuam no mestrado em Estratégia e Gestão Empresarial (PPGEN).
O processo começou antes do dia 16/6 e seu verdadeiro caráter pode ser lido na entre linha do texto “foi dado um passo decisivo para que possamos, num processo democrático de discussão, e com a agilidade necessária para chegar a um resultado final ainda neste ano de 2009, elaborar o documento que fornece os fundamentos estruturantes da vida universitária”. A agilidade carrega uma intencionalidade de poder não assumida abertamente. A agenda oculta da mudança está para ser lida, e com poucas chances de ser mudada. É importante irmos para alem dos textos do Rural Semanal.
È notório que não é fácil propor e realizar mudanças numa organização, que é preciso encontrar uma dinâmica razoável para fazê-la, mas o pacote fechado que foi apresentado não representa muito das ambições da sociedade, dos clientes (alunos, empresas etc.) e da região onde a UFRRJ está inserida. O pacote está fechado e não haverá como efetivamente participar e estimular mais pessoas a essa participação.
Também é importante dizer que há muito se reescreve uma nova história para a quase centenária UFRRJ. Ela está totalmente descaracterizada e há tempos não vem sendo pensada e gerida como uma organização que pode participar decisivamente e efetivamente do projeto de uma nação que depende de inovações na agricultura e pecuária. Não há direcionamento das instancias superiores responsáveis por ensino, pesquisa e extensão para que os cursos falem entre si, que se explore ao máximo o efeito sinérgico dos seus principais recursos (professores, pesquisadores, técnicos, laboratórios etc.). Nem mesmo para que a realidade de Seropédica pudesse ser melhorada. Não existe essa intencionalidade estratégica. É importante assumir: não estão disponíveis registros que provem que a abertura de novos cursos na UFRRJ (antes e agora) considerou a sinergia dos seus recursos e a oferta de resultados objetivos a um país dependente da agropecuária.
Uma UFRural sempre foi um ativo dedicado, ou seja, ela encerrava uma coleção de recursos dedicados a produção de resultados específicos, vistos objetivamente na interferência dos seus produtos no desempenho do agricultura e pecuária brasileira. Entretanto, os recursos da antiga UFRRJ estão diluídos após um ágil e acelerado processo de abertura de novos cursos, e não há nas duas propostas (A e B) a assunção clara de que todo o potencial desses recursos será explorado de maneira estratégica. Pergunta-se: houve discussão sobre a importância de crescer, mas sem perder a força de mais de 90 anos de contribuição à pecuária e agricultura nacional? Houve seminário aberto sobre como tornar os recursos das áreas dedicadas mais fortes e sinérgicos? Há muito estamos crescendo, somos ágeis, mas não refletimos sobre como crescer sem perder identidade, sem gerar discriminação e aproveitando a diversidade.
É importante refletir se as presentes propostas irão ou não corrigir esse legado de 1968 ou se serão, de fato, uma adequação do estatuto ao Projeto Reuni. Com o pretexto de sermos ágeis, corremos o risco de sermos voltados para os próprios umbigos e definidores de um projeto de poder para uma velha organização e não um novo projeto de organização. Pelo menos uma organização mais afeita e sensível às demandas externas. O ideal seria uma organização onde o estar nela fosse definido pela experimentação de uma real e indissociável articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Infelizmente, ainda convivemos com os ótimos isolados de cada área.
Marco Antônio Ferreira de Souza (DCAC)
Allan Cardeck Lemos (Coinfo)
9 de julho de 2009
Informe 1 – Respostas ao Manifesto de Criação
Informe 1 – Respostas ao Manifesto de Criação
04/07/2009
Caros Professores
1.O Manifesto acima referido foi enviado a partir de duas listas de emails que podem estar incompletas e defasada. Aqueles que não receberam a mensagem e quiserem se integrar ao GT deste Movimento Democracia Universitária Democratizante são bem vindos. Enviem mensagem a moreirarobertojose@gmail.com
2. Após quatro dias de seu lançamento, a receptividade do Manifesto, que este Informe visa socializar, justifica que desde já CONSIDEREMOS O GT CRIADO. Sugiro que pensemos em uma primeira reunião face à face para o início do segundo semestre letivo; das 17 às 19h. da primeira segunda feira do semestre LETIVO.
3. A proposta de criação do GT teve adesões e concordâncias para além da categoria dos Professores Associados; é, portanto, um GT aberto a toda categoria docente. Seria equivocado personalizar e pessoalizar o trabalho do GT que ainda vai ser realizado como o ”GT do Roberto”, como já está sendo chamado. Insisto, a identidade do GT é uma identidade Docente, GT dos Docentes que se identificará por lutar por uma Democracia Universitária Democratizante. Falemos dele como GT dos Docentes, GT Democratizante ou GT Democracia Universitária, qualquer uma dessas denominações vale, menos aquela que consolide personalismos e vaidades indevidas.
4. Como item de pauta de nossa primeira reunião face à face sugiro que examinemos a possibilidade de acolher estudantes e técnico-administrativos que se identifiquem com o espírito deste GT.
5. Até o momento, recebi 20 respostas sim, que concordam; nenhuma resposta não; uma pedindo mais esclarecimentos e uma manifestando indecisão; somando 22 respostas. Podemos considerar indiferentes todos os que ainda não responderam. Apesar da firmeza e contundência das respostas é ainda de pequena expressão. Continuaremos apostando em novas concordâncias.
6. Segue uma coletânea das respostas, sem identificação dos nomes dos autores, que se expandiram para além do sim.
a. Prezado Roberto, Parabéns pela iniciativa de vocês, realmente estamos muito bemrepresentados e concordo com o seu manifesto.
b. Prezado Professor: em primeiro lugar eu gostaria de agradecer/parabenizar sua iniciativa.Eu sou de um instituto com poucas cabeças que acreditam na mudança e muitas que parecem vê-las com críticas conservadoras. Portanto, eu concordo com uma iniciativa autônoma e gostaria de participar desta iniciativa.
Embora eu não seja das ciências sociais, sinto-me afetado pelas definições que são apresentadas sobre os fazeres das ciências. Sobre a construção do conhecimento e sobre a "patrimoniação" desse bem coletivo. Temo, na verdade, pelos discursos que apresentam os fazeres da ciência como algo redutível a um jogo de dúvidas e incertezas. É preciso que se veja a técnica de investigação científica (Os métodos científicos) como um patrimônio humano que merece continuidade e preservação. Neste sentido, o patrimônio dos fazeres científicos também merecem (em muitos níveis) ser preservado e continuado. Acho que o discurso apresentado no início de seu documento e que talvez venha a nortear as discussões nesse GT deva possa também discutido e modificado caso haja tempo). Vejo como também importante que se inclua no discurso algo que indique claramente que a universidade representa um importante centro (no nosso país possivelmente o único) onde os fazeres da ciência são possíveis em escala tão universalista e de certo modo autogerida. Para os GTs é também importante que se tenha a clareza que as mudanças no estatuto devam ser guiadas por uma proposta de "auto-sustentabilidade". Nós devemos estar preocupados com um futuro que possivelmente muitos não experimentarão, mas que possa ser confortável para os que lá estarão. Um abraço,
[Minha resposta a b.] Concordo com vc. em relação ao discurso pós-moderno da ciência. A ciência da incerteza, não é um jogo de "dúvidas e incertezas", é o reconhecimento de que a verdade científica é relativa ao construto teórico e à metodologia que constrói, com validação de verdade entre os "experts" daquele campo científico, o objeto de investigação e os fenômenos observados.
Essa certeza da verdade só é assegurada pela crítica, pelo exercício da dúvida e pela necessidade de demonstração. Dois aspectos são relevantes, a meu ver: O primeiro é que o projeto da ciência moderna clássica de conhecimento absoluto desmoronou; ou seja, por mais que evolua os parâmetros teóricos e os métodos e instrumentos de medidas, há influência não locais, para além dos fenômenos analisados e para além do métodos, como demonstra do Teorema EPR no debate da física quântica. O segundo é o uso ideológico da ciência, como se o saber científico fosse eticamente superior a outros saberes culturais, por exemplo aqueles que dão sentido e significado as vidas e vivências sociais de pessoas, grupos e nações.
O discurso pós-moderno radical nos diz que toda verdade é igualmente válida e obscurece o fato comum que vivemos em sociedade e que a dimensão comum da vida de todos nós só é construída como fatos e processos político culturais.
È lógico que estará tudo sendo discutido no GT Docente, apenas precisamos deixar a poeira abaixar para ver como funcionaremos. A aceleração que a Reitoria está imprimindo ao processo dificulta essas manifestações autônomas. Fiz das tripas coração para conseguir botar, ao mesmo tempo da Reitoria, uma alternativa em cena. Obviamente poderá ter muito a ser corrigido.Abraço, Roberto
c. Caro Roberto,Sinto por não ter lhe respondido antes, mas é que me encontro em um momento difícil. Estou tentando me informar melhor sobre tudo, para poder tomar decisões.Um abraço e até breve.
[Minha resposta a c.] Ok. Só o Reitor quer que tudo seja feito às pressas. Todo engajamento requer consciência. Roberto
d. Roberto, Concordo com a formação de um GT independente para a proposição de um regimento. Na medida do possível, procurarei colaborar. Abs.
e. Concordo plenamente. Quanto maior a difusão do pensamento e maior quantidade de propostas e pessoas envolvidas, maior a chance de chegarmos a um consenso inclusivo de todos os envolvidos. Um abraço do
f. Prezado Roberto: Cumprimento a sua iniciativa de abrir mais este espaço para a construção coletiva de propostas para a nossa Universidade. Este é um momento especial em que todos os encaminhamentos - o já apresentado pela Reitoria, os que vierem a ser realizados por unidades, grupos diversos e "colégios invisíveis" de docentes, alunos e técnicos, toda a amplitude de formas que pudermos utilizar para ouvirmos verdadeiramente a diversidade das vozes de nossa Instituição, com certeza estaremos colaborando para que haja mais "inteligência" na construção em andamento.Um abraço,
g. Prezado prof. Roberto Moreira. Só hoje tive acesso ao documento que você enviou aos Prof. da UFRRJ, pois não tenho o email geral da UFRRJ e portanto não tinha recebido a mensagem. Gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa e preocupação já que é nosso representante no CEPE. Nós, os Professores do Dep. [RJM] compactuamos as mesmas aflições descritas por você sobre as propostas iniciais e a condução da reforma, e em reunião realizada nesta segunda-feira dia 29/06, elaboramos um documento simples mas que deixa clara nossa indignação não só na limitação na participação, como também do atropelo para finalizar a referida reforma. Adicionalmente, solicitamos que seja elaborado um calendário mais extenso, que não coincida com as férias, como agora, pois isso leva à desarticulação. Uma outra dúvida colocada, foi a de que muito trabalho foi realizado nesses últimos 13 anos para reforma da estatuinte e pelo que foi colocado, esses documentos nem foram consultados. E por último, todos nós ficamos na dúvida se essa reforma estaria sendo proposta em conformidade a proposições da ANDIFES/MEC? Anota meu email na sua lista. Abraço
h. Caro Roberto. Sou a favor (a ditadura já passou). Estou sinceramente apreensiva com a forma de condução do processo de elaboração de um novo estatuto da nossa Rural, ao apagar das luzes de um final de semestre conturbado e prejudicado pelo excesso de feriados e recessos, em período final de provas. Já vi isto antes com o PDI, quando ocorreu apenas uma única reunião no IA, com todas as comissões formadas para tal fim, e nada, pois a segunda reunião seria em 19/04/06 e até hoje estamos esperando mas, o PDI foi aprovado assim mesmo. As normas institucionais por acaso foram discutidas em algum fórum ou mesmo nos departamentos? Os novos cursos que estão sendo formados a toque de caixa sofreram um crivo em reuniões departamentais? A administração tão democrática está dando tempo hábil para que todo esse processo de reformas que o Mec está nos empurrando seja discutido com mais clareza ou estamos contribuindo para nos tornarmos apenas imensos centros acadêmicos, semelhantes a tantas outras universidades privadas? Tantos cursos criados e os antigos por acaso foram reestruturados? Já foi aprovado em 23/06/09 ou 22 (DOU seção 1 pg 31 e 32) 0 PG profissionalizante já foi aprovado pelo MEC e os jornais estão discutindo os nossos como sendo apenas acadêmico, alguém já se deu conta do que ocorrerá? E a extinção?? da DE pelo MEC também engoliremos? Nosso modelo de ensino pesquisa e extensão pelo qual tanto lutamos, por acaso não está indo "morro abaixo"?É democrático formar antes uma comissão para direcionar uma estatuinte ou convocar uma assembléia constituinte e, nesta, tirar-se uma comissão que direcionaria as metodologias? Por que a pressa?O que acho é que, tanto a nossa administração quanto o CONSU está esperando que devido ao desinteresse demonstrado pela maioria (veja número de votantes na última eleição para reitor) de nossos colegas, o novo estatuto seja aprovado assim como ocorreu com o PDI. Sou a favor a sua idéia de formação de grupos autônomos, mistos e, não, a formação de grupos por classe docente. Somos poucos, mas se juntarmos as forças seremos poderosos. Precisamos é nos unirmos, respeitando diferenças e amizades por uma instituição que respeite a sua história, que inove na busca de novos olhares e saberes, diretrizes justas, éticas e que visem uma melhor adequação de seus processos administrativos e disciplinares internos em prol de uma vivência de ensino realmente de qualidade e não de frases de efeito. Abraços.
i. Caro Professor Roberto. Li e concordo com o manifesto. Att.
j. Concordo na íntegra do documento.
k. Caro Roberto, Gostaria de participar desta discussão, na medida de meus limites práticos (finalização da tese de doutorado). Compartilho com você as preocupações com a metodologia proposta. Um abraço,
l. Prezado Roberto, Não estou ciente da metodologia proposta pela reitoria, vc poderia me informar para poder a posterior tomar um posicionamento? De qquer forma parabéns pela iniciativa. Obrigado,
[Minha resposta a l.] Prefiro encaminhar-lhe o documento da Reitoria e o meu sobre o assunto. Abraço, Roberto.
m. Caro Roberto, parabéns pela iniciativa. Participarei do gt, certamente, mas o farei de forma limitada, pois além das férias de julho, tirei licença prêmio em agosto, e ficarei fora do Brasil até 31 de agosto. Somente depois poderia me integrar ao grupo. Abraços.
[Minha resposta a m.] A internet nos aproximará e permitirá uma participação que será bem vinda. Penso que sua volta presencial ainda possibilitará presença em atividades face aface do GT. Abraço. Roberto
n. OK, creio que este foi o espírito da última plenária.
[Minha resposta a n.] Estou atento às plenárias do poder dominante, mas o espírito de GTs autônomos está na decisão do Consu. A Reitoria e seu grupo ainda lutam para inviabilizar a participação ampla, de qualidade acadêmica e democrática. Penso que este procedimento pode levar o Reitor a perder as bases que o elegeram, buscando apoio no seu grupo de apoio direto e naqueles que circulam em torno do poder, nos sindicatos, na central estudantil [em dúvida agora com a mudança da liderança]. Abraço. Roberto.
o. Oi Roberto. OK. Creio que haverá necessidade de pontes entre Institutos não? Para tentar que eles produzam apenas um doc. minimamente consensual. Pode ser feito via este GT? Não seria bom se vc pudesse participar de ao menos algumas reuniões dos Institutos para fazer exatamente isso? [RJM] No mais, continua pendente da forma em que o martelo vai bater. Vai ser formalmente no Consu, não se discute, mas na prática, pelo que vejo, vai ser ou via paritária (votação) ou referendum universal. Abs.
[Minha resposta a o.] Para haver pontes entre os Institutos é preciso que os Institutos tomem a decisão soberana de formar seus GTs. Sem essa decisão a ponte entre eles se fará por meio dos "delegados" dos Instituto no COG, com base na lógica da Metodologia da Reitoria. Confio na lucidez e na liderança dos Diretores, que tentarão garantir a operacionalidade dos GTs de suas unidades, certamente estimulando e troca informações para que os GTs de Institutos - insisto, se vierem a ser criados - possam acatar e aglutinar sentimentos e propostas consensuais. A proposta do ICHS ao Consu estimulava essa interação entre GTs. Se houver divergências entre os GTs, penso que é mais positivo à consciência da Rural sobre ela mesma (consolidando a reflexibilidade institucional, tão carente em nossa Universidade e que o Consu examine todas as propostas). Desculpe-me pelo linguajar das ciências sociais. Aqui quero dizer que a avaliação institucional crítica deve explicitar as diferencias para gerar convergência, que a meu ver deveria ser produzida na decisão final do Consu.. Nesse processo avaliativo crítico ela constrói sua própria identidade institucional e legitima suas decisões, no caso o Estatuto. A possibilidade mais viável, a meu ver, é que o Consu crie uma Comissão de Sistematização - como era a proposta do ICHS ao Consu; sem direito a veto, acrescento eu - que examine as propostas que forem enviadas ao Conselho e as sistematize, explicitando os consensos e as diferenças, para posterior exame e votação. Você é cético quanto ao poder e soberania do Consu na questão do Estatuto. Eu não. Os Diretores foram eleitos e representam suas bases, devem explicações a elas e são por elas pressionadas. O G22 da Reitoria, levou o Reitor a cometer um erro de política acadêmica, a meu ver grosseiro, criando uma metodologia de participação nas deliberações do ESTATUTO, que proíbe a participação dos Diretores dos Institutos e das lideranças acadêmicas de cada Instituto. Há um descontentamento geral no ar respirado pelas bases. Sinto uma arrogância no ar respirado no P1, como se decanos e assessores tivessem mais poderes legitimados do que os Diretores eleitos NOMINALMENTE e, posso estar equivocado, mais até do que o próprio Reitor. Eu particularmente não reconheço no Magnífico Reitor que se apresenta neste episódio, a pessoa do Ricardo Miranda que conheci por mais de 20 anos de luta universitária.
Não vamos supervalorizar o poder do GT Docente Democracia Universitária Democratizante. Nossa proposta singela é produzir um Estatuto com o espírito das Diretrizes que estaremos construindo até o início efetivo do trabalho do GT, e apresentá-la à consideração do Consu e do pensamento social ruralino. Para tal, estaremos abertos, penso eu, à efervescência da Universidade. Para tanto, estaremos receptivos às contribuições que a nós chegarem, bem como socializando nossos debates e decisões para que possam ser pensados pelos demais GTs que estiverem em operação. Penso que os participantes do GT Democracia Universitária Democratizante poderão livremente circularem nos Gts de seus Institutos, fazendo a tal interlocução que você está preocupado. Pessoalmente, aceitarei convites para falar em qualquer instância ou local da Universidade, como já o fiz, para uma Audiência Pública do ICHS, que ainda não se realizou , e para um debate no IF, a ser agendado. Abraço. Roberto
7. Para nossa operacionalidade, sugiro que dentro do possível aqueles que já se engajaram iniciem se manifestando sobre os conteúdos do Estatuto e possíveis encaminhamentos junto ao GT. Também dentro do possível procurarei sistematizar as contribuições ao debate. Quem sabe já teremos algo mais substantivo para divulgar antes da primeira reunião face à face do GT.
8. A Carta dirigida ao Reitor, pelo Prof. Raimundo Santo, publicada no Rural Semanal é um alerta importante do frágil momento pelo qual nossa instituição universitária está passando. Retomem a leitura à luz dos acontecimento desta semana.
Roberto José Moreira
04/07/2009
Caros Professores
1.O Manifesto acima referido foi enviado a partir de duas listas de emails que podem estar incompletas e defasada. Aqueles que não receberam a mensagem e quiserem se integrar ao GT deste Movimento Democracia Universitária Democratizante são bem vindos. Enviem mensagem a moreirarobertojose@gmail.com
2. Após quatro dias de seu lançamento, a receptividade do Manifesto, que este Informe visa socializar, justifica que desde já CONSIDEREMOS O GT CRIADO. Sugiro que pensemos em uma primeira reunião face à face para o início do segundo semestre letivo; das 17 às 19h. da primeira segunda feira do semestre LETIVO.
3. A proposta de criação do GT teve adesões e concordâncias para além da categoria dos Professores Associados; é, portanto, um GT aberto a toda categoria docente. Seria equivocado personalizar e pessoalizar o trabalho do GT que ainda vai ser realizado como o ”GT do Roberto”, como já está sendo chamado. Insisto, a identidade do GT é uma identidade Docente, GT dos Docentes que se identificará por lutar por uma Democracia Universitária Democratizante. Falemos dele como GT dos Docentes, GT Democratizante ou GT Democracia Universitária, qualquer uma dessas denominações vale, menos aquela que consolide personalismos e vaidades indevidas.
4. Como item de pauta de nossa primeira reunião face à face sugiro que examinemos a possibilidade de acolher estudantes e técnico-administrativos que se identifiquem com o espírito deste GT.
5. Até o momento, recebi 20 respostas sim, que concordam; nenhuma resposta não; uma pedindo mais esclarecimentos e uma manifestando indecisão; somando 22 respostas. Podemos considerar indiferentes todos os que ainda não responderam. Apesar da firmeza e contundência das respostas é ainda de pequena expressão. Continuaremos apostando em novas concordâncias.
6. Segue uma coletânea das respostas, sem identificação dos nomes dos autores, que se expandiram para além do sim.
a. Prezado Roberto, Parabéns pela iniciativa de vocês, realmente estamos muito bemrepresentados e concordo com o seu manifesto.
b. Prezado Professor: em primeiro lugar eu gostaria de agradecer/parabenizar sua iniciativa.Eu sou de um instituto com poucas cabeças que acreditam na mudança e muitas que parecem vê-las com críticas conservadoras. Portanto, eu concordo com uma iniciativa autônoma e gostaria de participar desta iniciativa.
Embora eu não seja das ciências sociais, sinto-me afetado pelas definições que são apresentadas sobre os fazeres das ciências. Sobre a construção do conhecimento e sobre a "patrimoniação" desse bem coletivo. Temo, na verdade, pelos discursos que apresentam os fazeres da ciência como algo redutível a um jogo de dúvidas e incertezas. É preciso que se veja a técnica de investigação científica (Os métodos científicos) como um patrimônio humano que merece continuidade e preservação. Neste sentido, o patrimônio dos fazeres científicos também merecem (em muitos níveis) ser preservado e continuado. Acho que o discurso apresentado no início de seu documento e que talvez venha a nortear as discussões nesse GT deva possa também discutido e modificado caso haja tempo). Vejo como também importante que se inclua no discurso algo que indique claramente que a universidade representa um importante centro (no nosso país possivelmente o único) onde os fazeres da ciência são possíveis em escala tão universalista e de certo modo autogerida. Para os GTs é também importante que se tenha a clareza que as mudanças no estatuto devam ser guiadas por uma proposta de "auto-sustentabilidade". Nós devemos estar preocupados com um futuro que possivelmente muitos não experimentarão, mas que possa ser confortável para os que lá estarão. Um abraço,
[Minha resposta a b.] Concordo com vc. em relação ao discurso pós-moderno da ciência. A ciência da incerteza, não é um jogo de "dúvidas e incertezas", é o reconhecimento de que a verdade científica é relativa ao construto teórico e à metodologia que constrói, com validação de verdade entre os "experts" daquele campo científico, o objeto de investigação e os fenômenos observados.
Essa certeza da verdade só é assegurada pela crítica, pelo exercício da dúvida e pela necessidade de demonstração. Dois aspectos são relevantes, a meu ver: O primeiro é que o projeto da ciência moderna clássica de conhecimento absoluto desmoronou; ou seja, por mais que evolua os parâmetros teóricos e os métodos e instrumentos de medidas, há influência não locais, para além dos fenômenos analisados e para além do métodos, como demonstra do Teorema EPR no debate da física quântica. O segundo é o uso ideológico da ciência, como se o saber científico fosse eticamente superior a outros saberes culturais, por exemplo aqueles que dão sentido e significado as vidas e vivências sociais de pessoas, grupos e nações.
O discurso pós-moderno radical nos diz que toda verdade é igualmente válida e obscurece o fato comum que vivemos em sociedade e que a dimensão comum da vida de todos nós só é construída como fatos e processos político culturais.
È lógico que estará tudo sendo discutido no GT Docente, apenas precisamos deixar a poeira abaixar para ver como funcionaremos. A aceleração que a Reitoria está imprimindo ao processo dificulta essas manifestações autônomas. Fiz das tripas coração para conseguir botar, ao mesmo tempo da Reitoria, uma alternativa em cena. Obviamente poderá ter muito a ser corrigido.Abraço, Roberto
c. Caro Roberto,Sinto por não ter lhe respondido antes, mas é que me encontro em um momento difícil. Estou tentando me informar melhor sobre tudo, para poder tomar decisões.Um abraço e até breve.
[Minha resposta a c.] Ok. Só o Reitor quer que tudo seja feito às pressas. Todo engajamento requer consciência. Roberto
d. Roberto, Concordo com a formação de um GT independente para a proposição de um regimento. Na medida do possível, procurarei colaborar. Abs.
e. Concordo plenamente. Quanto maior a difusão do pensamento e maior quantidade de propostas e pessoas envolvidas, maior a chance de chegarmos a um consenso inclusivo de todos os envolvidos. Um abraço do
f. Prezado Roberto: Cumprimento a sua iniciativa de abrir mais este espaço para a construção coletiva de propostas para a nossa Universidade. Este é um momento especial em que todos os encaminhamentos - o já apresentado pela Reitoria, os que vierem a ser realizados por unidades, grupos diversos e "colégios invisíveis" de docentes, alunos e técnicos, toda a amplitude de formas que pudermos utilizar para ouvirmos verdadeiramente a diversidade das vozes de nossa Instituição, com certeza estaremos colaborando para que haja mais "inteligência" na construção em andamento.Um abraço,
g. Prezado prof. Roberto Moreira. Só hoje tive acesso ao documento que você enviou aos Prof. da UFRRJ, pois não tenho o email geral da UFRRJ e portanto não tinha recebido a mensagem. Gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa e preocupação já que é nosso representante no CEPE. Nós, os Professores do Dep. [RJM] compactuamos as mesmas aflições descritas por você sobre as propostas iniciais e a condução da reforma, e em reunião realizada nesta segunda-feira dia 29/06, elaboramos um documento simples mas que deixa clara nossa indignação não só na limitação na participação, como também do atropelo para finalizar a referida reforma. Adicionalmente, solicitamos que seja elaborado um calendário mais extenso, que não coincida com as férias, como agora, pois isso leva à desarticulação. Uma outra dúvida colocada, foi a de que muito trabalho foi realizado nesses últimos 13 anos para reforma da estatuinte e pelo que foi colocado, esses documentos nem foram consultados. E por último, todos nós ficamos na dúvida se essa reforma estaria sendo proposta em conformidade a proposições da ANDIFES/MEC? Anota meu email na sua lista. Abraço
h. Caro Roberto. Sou a favor (a ditadura já passou). Estou sinceramente apreensiva com a forma de condução do processo de elaboração de um novo estatuto da nossa Rural, ao apagar das luzes de um final de semestre conturbado e prejudicado pelo excesso de feriados e recessos, em período final de provas. Já vi isto antes com o PDI, quando ocorreu apenas uma única reunião no IA, com todas as comissões formadas para tal fim, e nada, pois a segunda reunião seria em 19/04/06 e até hoje estamos esperando mas, o PDI foi aprovado assim mesmo. As normas institucionais por acaso foram discutidas em algum fórum ou mesmo nos departamentos? Os novos cursos que estão sendo formados a toque de caixa sofreram um crivo em reuniões departamentais? A administração tão democrática está dando tempo hábil para que todo esse processo de reformas que o Mec está nos empurrando seja discutido com mais clareza ou estamos contribuindo para nos tornarmos apenas imensos centros acadêmicos, semelhantes a tantas outras universidades privadas? Tantos cursos criados e os antigos por acaso foram reestruturados? Já foi aprovado em 23/06/09 ou 22 (DOU seção 1 pg 31 e 32) 0 PG profissionalizante já foi aprovado pelo MEC e os jornais estão discutindo os nossos como sendo apenas acadêmico, alguém já se deu conta do que ocorrerá? E a extinção?? da DE pelo MEC também engoliremos? Nosso modelo de ensino pesquisa e extensão pelo qual tanto lutamos, por acaso não está indo "morro abaixo"?É democrático formar antes uma comissão para direcionar uma estatuinte ou convocar uma assembléia constituinte e, nesta, tirar-se uma comissão que direcionaria as metodologias? Por que a pressa?O que acho é que, tanto a nossa administração quanto o CONSU está esperando que devido ao desinteresse demonstrado pela maioria (veja número de votantes na última eleição para reitor) de nossos colegas, o novo estatuto seja aprovado assim como ocorreu com o PDI. Sou a favor a sua idéia de formação de grupos autônomos, mistos e, não, a formação de grupos por classe docente. Somos poucos, mas se juntarmos as forças seremos poderosos. Precisamos é nos unirmos, respeitando diferenças e amizades por uma instituição que respeite a sua história, que inove na busca de novos olhares e saberes, diretrizes justas, éticas e que visem uma melhor adequação de seus processos administrativos e disciplinares internos em prol de uma vivência de ensino realmente de qualidade e não de frases de efeito. Abraços.
i. Caro Professor Roberto. Li e concordo com o manifesto. Att.
j. Concordo na íntegra do documento.
k. Caro Roberto, Gostaria de participar desta discussão, na medida de meus limites práticos (finalização da tese de doutorado). Compartilho com você as preocupações com a metodologia proposta. Um abraço,
l. Prezado Roberto, Não estou ciente da metodologia proposta pela reitoria, vc poderia me informar para poder a posterior tomar um posicionamento? De qquer forma parabéns pela iniciativa. Obrigado,
[Minha resposta a l.] Prefiro encaminhar-lhe o documento da Reitoria e o meu sobre o assunto. Abraço, Roberto.
m. Caro Roberto, parabéns pela iniciativa. Participarei do gt, certamente, mas o farei de forma limitada, pois além das férias de julho, tirei licença prêmio em agosto, e ficarei fora do Brasil até 31 de agosto. Somente depois poderia me integrar ao grupo. Abraços.
[Minha resposta a m.] A internet nos aproximará e permitirá uma participação que será bem vinda. Penso que sua volta presencial ainda possibilitará presença em atividades face aface do GT. Abraço. Roberto
n. OK, creio que este foi o espírito da última plenária.
[Minha resposta a n.] Estou atento às plenárias do poder dominante, mas o espírito de GTs autônomos está na decisão do Consu. A Reitoria e seu grupo ainda lutam para inviabilizar a participação ampla, de qualidade acadêmica e democrática. Penso que este procedimento pode levar o Reitor a perder as bases que o elegeram, buscando apoio no seu grupo de apoio direto e naqueles que circulam em torno do poder, nos sindicatos, na central estudantil [em dúvida agora com a mudança da liderança]. Abraço. Roberto.
o. Oi Roberto. OK. Creio que haverá necessidade de pontes entre Institutos não? Para tentar que eles produzam apenas um doc. minimamente consensual. Pode ser feito via este GT? Não seria bom se vc pudesse participar de ao menos algumas reuniões dos Institutos para fazer exatamente isso? [RJM] No mais, continua pendente da forma em que o martelo vai bater. Vai ser formalmente no Consu, não se discute, mas na prática, pelo que vejo, vai ser ou via paritária (votação) ou referendum universal. Abs.
[Minha resposta a o.] Para haver pontes entre os Institutos é preciso que os Institutos tomem a decisão soberana de formar seus GTs. Sem essa decisão a ponte entre eles se fará por meio dos "delegados" dos Instituto no COG, com base na lógica da Metodologia da Reitoria. Confio na lucidez e na liderança dos Diretores, que tentarão garantir a operacionalidade dos GTs de suas unidades, certamente estimulando e troca informações para que os GTs de Institutos - insisto, se vierem a ser criados - possam acatar e aglutinar sentimentos e propostas consensuais. A proposta do ICHS ao Consu estimulava essa interação entre GTs. Se houver divergências entre os GTs, penso que é mais positivo à consciência da Rural sobre ela mesma (consolidando a reflexibilidade institucional, tão carente em nossa Universidade e que o Consu examine todas as propostas). Desculpe-me pelo linguajar das ciências sociais. Aqui quero dizer que a avaliação institucional crítica deve explicitar as diferencias para gerar convergência, que a meu ver deveria ser produzida na decisão final do Consu.. Nesse processo avaliativo crítico ela constrói sua própria identidade institucional e legitima suas decisões, no caso o Estatuto. A possibilidade mais viável, a meu ver, é que o Consu crie uma Comissão de Sistematização - como era a proposta do ICHS ao Consu; sem direito a veto, acrescento eu - que examine as propostas que forem enviadas ao Conselho e as sistematize, explicitando os consensos e as diferenças, para posterior exame e votação. Você é cético quanto ao poder e soberania do Consu na questão do Estatuto. Eu não. Os Diretores foram eleitos e representam suas bases, devem explicações a elas e são por elas pressionadas. O G22 da Reitoria, levou o Reitor a cometer um erro de política acadêmica, a meu ver grosseiro, criando uma metodologia de participação nas deliberações do ESTATUTO, que proíbe a participação dos Diretores dos Institutos e das lideranças acadêmicas de cada Instituto. Há um descontentamento geral no ar respirado pelas bases. Sinto uma arrogância no ar respirado no P1, como se decanos e assessores tivessem mais poderes legitimados do que os Diretores eleitos NOMINALMENTE e, posso estar equivocado, mais até do que o próprio Reitor. Eu particularmente não reconheço no Magnífico Reitor que se apresenta neste episódio, a pessoa do Ricardo Miranda que conheci por mais de 20 anos de luta universitária.
Não vamos supervalorizar o poder do GT Docente Democracia Universitária Democratizante. Nossa proposta singela é produzir um Estatuto com o espírito das Diretrizes que estaremos construindo até o início efetivo do trabalho do GT, e apresentá-la à consideração do Consu e do pensamento social ruralino. Para tal, estaremos abertos, penso eu, à efervescência da Universidade. Para tanto, estaremos receptivos às contribuições que a nós chegarem, bem como socializando nossos debates e decisões para que possam ser pensados pelos demais GTs que estiverem em operação. Penso que os participantes do GT Democracia Universitária Democratizante poderão livremente circularem nos Gts de seus Institutos, fazendo a tal interlocução que você está preocupado. Pessoalmente, aceitarei convites para falar em qualquer instância ou local da Universidade, como já o fiz, para uma Audiência Pública do ICHS, que ainda não se realizou , e para um debate no IF, a ser agendado. Abraço. Roberto
7. Para nossa operacionalidade, sugiro que dentro do possível aqueles que já se engajaram iniciem se manifestando sobre os conteúdos do Estatuto e possíveis encaminhamentos junto ao GT. Também dentro do possível procurarei sistematizar as contribuições ao debate. Quem sabe já teremos algo mais substantivo para divulgar antes da primeira reunião face à face do GT.
8. A Carta dirigida ao Reitor, pelo Prof. Raimundo Santo, publicada no Rural Semanal é um alerta importante do frágil momento pelo qual nossa instituição universitária está passando. Retomem a leitura à luz dos acontecimento desta semana.
Roberto José Moreira
Manifesto
GT DOCENTE da REFORMA DOS ESTATUTOS
Movimento Democracia Universitária Democratizante
Roberto José Moreira
Representante dos Professores Associado no CEPE
01/06/2009
Considerando a histórica e soberana decisão democrática do Consu da UFRRJ, de 30/06/2009, que legitima a criação de GTs de trabalhos geradores de Propostas de Estatutos, tomo a responsabilidade de lançar este manifesto para a criação do GT Docente da Reforma dos Estatutos.
Reconhecendo que a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro é um bem comum brasileiro e que esta universidade tem a missão:
a) de realizar pesquisas capazes de contribuir a uma melhor compreensão do diálogo do ser humano com a natureza (campo das ciências naturais) e do próprio diálogo entre os seres humanos (campo das ciências humanas e sociais; das lógicas da matemática, filosóficas e culturais) em busca de um bem comum das relações humanas;
b) de formar profissionais e cientistas competentes e críticos. Críticos da ciência, das tecnologias e das desigualdades sociais, mas que tenham autonomia e liberdade de pensamento e ação. Que sejam capazes de lutar por esses valores; e
c) de integrar atividades de extensão universitária (interações com a sociedade abrangente e local) com intrínsecas as suas atividades de pesquisa e ensino.
E, compreendendo que:
a) o saber científico não carrega a verdade absoluta. A verdade científica é um conhecimento sujeito à demonstração. Uma verdade que é referendada por outros cientistas;
b) verdade científica é sempre relativa às condições teórico-práticas nas quais a demonstração é válida. Fora destas condições amplia-se o campo da incerteza;
c) a boa ciência é a ciência da dúvida, da dúvida que faz renascer sempre a investigação e a pesquisa, portanto, a ciência hoje precisa ser vista como a ciência da incerteza e não como a ciência da certeza;
d) erra quem pensa que a Universidade forma cidadãos. A cidadania é uma construção da sociedade abrangente, uma luta sempre permanente e renovada. Na construção da cidadania, o papel da Universidade é o de construir, e defender, com a nossa juventude de estudantes, o hábito de um pensamento autônomo e crítico, assegurando a liberdade de pensamento;
e) o ensino e a aprendizagem que o estudante recebe não é gratuita, pelo menos no sentido em que muitos pensam. Brasileiros(as) que nem conhecemos pessoalmente pagam para que professores e técnico-administrativo formemos profissionais e cientistas;
f) os estudantes tem a obrigação política e moral de estudarem e empreenderem todos os seus esforços para serem bem sucedidos em um curto espaço de tempo, o da sua formação;
g) o corpo docente tem a maior responsabilidade pelo presente e futuro da Universidade por ser responsável pela direção, qualidade e eficiência do ensino, pela pesquisa e pela extensão. E também por construir e transmitir valores éticos e comportamentais próprios da ciência crítica e da cultura democrática;
h) os servidores técnico-administrativos são fundamentais por responderem pela eficiência, qualidade e rapidez das instâncias técnico-burocrática, órgãos administrativos, atividades de campo e de laboratórios, alimentação, moradia e segurança que dão suporte ao ensino, a pesquisa e à extensão. E também por construírem a ética e os valores comportamentais no trato da coisa pública;
i) os estudantes, frutos dos esforços dos docentes e servidores, de seus pais, das escolas pelas quais já passaram e da sociedade em geral, são os sujeitos participantes responsáveis pelo futuro da sociedade. São os portadores dos anseios e das responsabilidades futuras na profissão e na ciência, bem como, portadores dos valores éticas e morais e comportamentais que receberem e construírem na Universidade. Serão, também, portadores do sentido social e dos conteúdos da profissão que receberem em sua passagem pela Universidade.
j) o Estatuto e o Regimento Geral da Universidade referem-se com maior ou menor ênfase: às condições institucionais internas das estruturas universitárias (departamentos, institutos, conselhos e suas representações, órgão administrativos e de poderes, currículos acadêmicos, biblioteca e laboratórios, equipamentos escolares, etc. ); e, à qualidade daquilo que fazemos no campo da pesquisa e geração de tecnologias, no ensino e na extensão universitárias nos campos das ciências humanas, das ciências naturais, dos pensamentos filosóficos e matemáticos.
k) as avaliações das possibilidades da Reforma, em maior ou menor grau, referem-se a condições conjunturais externas à Universidade e que se expressam na complexa rede de relações econômicas, culturais, sociais, científicas e tecnológicas e governamentais da sociedade abrangente.
Proponho que este GT Docente vise gerar uma proposta de Estatuto que garanta e viabilize práticas da pesquisa científica, do ensino e da extensão, bem como, institua processos sociais universitários que possam ser exercidos com liberdade de pensamento, criatividade e reflexibilidade crítica, ampliando, nesses processos, a própria democracia universitária.
Diretrizes da Reforma
Propostas para discussão
Nós os docentes professores e cientistas da UFRRJ, neste momento de Reforma do Estatutos, uniremos nossas forças no movimento do Fórum Docente da Reforma objetivando:
- consolidar um Estatuto e um Regimento Geral que:
- amplie as possibilidades de realização de práticas acadêmicas que fortaleçam a produção científica e o exercício da crítica da ciência, da técnica e da sociedade;
- vise a formação de profissionais e cientistas flexíveis, críticos e responsáveis, críticos da ciência e da sociedade; e
- contribuam ao fortalecimento de uma Universidade pública, socialmente engajada na construção da cidadania, na ampliação dos espaços democráticos de acesso à universidade e na construção de uma sociedade brasileira socialmente justa.
- o inicio do processo se dará a partir classe dos Professores Associados visando ampliar para incluir e representar as demais classes docentes da Universidade.
No processo de elaboração da Proposta de Fórum Docente adotaremos como Diretrizes da Reforma:
- a redução do poder da técnico-burocracia universitária na prática da pesquisa, do ensino e da extensão;
- a construção e o respeito à diversidade de pensamento;
- a ampliação das possibilidades do exercício da democracia nas práticas acadêmicas e nos documentos legais, respeitando os diferentes papéis, funções e responsabilidades de docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes e órgãos colegiados;
- a garantia das autonomias relativas aos órgãos e instituições universitárias democratizando o equilíbrio de poderes das instâncias executivas e legislativas da Universidade, no sentido do fortalecimento dos Institutos ou Uepes;
E, uma prática de trabalho aberta e participativa de todos os docentes interessados.
Movimento Democracia Universitária Democratizante
Roberto José Moreira
Representante dos Professores Associado no CEPE
01/06/2009
Considerando a histórica e soberana decisão democrática do Consu da UFRRJ, de 30/06/2009, que legitima a criação de GTs de trabalhos geradores de Propostas de Estatutos, tomo a responsabilidade de lançar este manifesto para a criação do GT Docente da Reforma dos Estatutos.
Reconhecendo que a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro é um bem comum brasileiro e que esta universidade tem a missão:
a) de realizar pesquisas capazes de contribuir a uma melhor compreensão do diálogo do ser humano com a natureza (campo das ciências naturais) e do próprio diálogo entre os seres humanos (campo das ciências humanas e sociais; das lógicas da matemática, filosóficas e culturais) em busca de um bem comum das relações humanas;
b) de formar profissionais e cientistas competentes e críticos. Críticos da ciência, das tecnologias e das desigualdades sociais, mas que tenham autonomia e liberdade de pensamento e ação. Que sejam capazes de lutar por esses valores; e
c) de integrar atividades de extensão universitária (interações com a sociedade abrangente e local) com intrínsecas as suas atividades de pesquisa e ensino.
E, compreendendo que:
a) o saber científico não carrega a verdade absoluta. A verdade científica é um conhecimento sujeito à demonstração. Uma verdade que é referendada por outros cientistas;
b) verdade científica é sempre relativa às condições teórico-práticas nas quais a demonstração é válida. Fora destas condições amplia-se o campo da incerteza;
c) a boa ciência é a ciência da dúvida, da dúvida que faz renascer sempre a investigação e a pesquisa, portanto, a ciência hoje precisa ser vista como a ciência da incerteza e não como a ciência da certeza;
d) erra quem pensa que a Universidade forma cidadãos. A cidadania é uma construção da sociedade abrangente, uma luta sempre permanente e renovada. Na construção da cidadania, o papel da Universidade é o de construir, e defender, com a nossa juventude de estudantes, o hábito de um pensamento autônomo e crítico, assegurando a liberdade de pensamento;
e) o ensino e a aprendizagem que o estudante recebe não é gratuita, pelo menos no sentido em que muitos pensam. Brasileiros(as) que nem conhecemos pessoalmente pagam para que professores e técnico-administrativo formemos profissionais e cientistas;
f) os estudantes tem a obrigação política e moral de estudarem e empreenderem todos os seus esforços para serem bem sucedidos em um curto espaço de tempo, o da sua formação;
g) o corpo docente tem a maior responsabilidade pelo presente e futuro da Universidade por ser responsável pela direção, qualidade e eficiência do ensino, pela pesquisa e pela extensão. E também por construir e transmitir valores éticos e comportamentais próprios da ciência crítica e da cultura democrática;
h) os servidores técnico-administrativos são fundamentais por responderem pela eficiência, qualidade e rapidez das instâncias técnico-burocrática, órgãos administrativos, atividades de campo e de laboratórios, alimentação, moradia e segurança que dão suporte ao ensino, a pesquisa e à extensão. E também por construírem a ética e os valores comportamentais no trato da coisa pública;
i) os estudantes, frutos dos esforços dos docentes e servidores, de seus pais, das escolas pelas quais já passaram e da sociedade em geral, são os sujeitos participantes responsáveis pelo futuro da sociedade. São os portadores dos anseios e das responsabilidades futuras na profissão e na ciência, bem como, portadores dos valores éticas e morais e comportamentais que receberem e construírem na Universidade. Serão, também, portadores do sentido social e dos conteúdos da profissão que receberem em sua passagem pela Universidade.
j) o Estatuto e o Regimento Geral da Universidade referem-se com maior ou menor ênfase: às condições institucionais internas das estruturas universitárias (departamentos, institutos, conselhos e suas representações, órgão administrativos e de poderes, currículos acadêmicos, biblioteca e laboratórios, equipamentos escolares, etc. ); e, à qualidade daquilo que fazemos no campo da pesquisa e geração de tecnologias, no ensino e na extensão universitárias nos campos das ciências humanas, das ciências naturais, dos pensamentos filosóficos e matemáticos.
k) as avaliações das possibilidades da Reforma, em maior ou menor grau, referem-se a condições conjunturais externas à Universidade e que se expressam na complexa rede de relações econômicas, culturais, sociais, científicas e tecnológicas e governamentais da sociedade abrangente.
Proponho que este GT Docente vise gerar uma proposta de Estatuto que garanta e viabilize práticas da pesquisa científica, do ensino e da extensão, bem como, institua processos sociais universitários que possam ser exercidos com liberdade de pensamento, criatividade e reflexibilidade crítica, ampliando, nesses processos, a própria democracia universitária.
Diretrizes da Reforma
Propostas para discussão
Nós os docentes professores e cientistas da UFRRJ, neste momento de Reforma do Estatutos, uniremos nossas forças no movimento do Fórum Docente da Reforma objetivando:
- consolidar um Estatuto e um Regimento Geral que:
- amplie as possibilidades de realização de práticas acadêmicas que fortaleçam a produção científica e o exercício da crítica da ciência, da técnica e da sociedade;
- vise a formação de profissionais e cientistas flexíveis, críticos e responsáveis, críticos da ciência e da sociedade; e
- contribuam ao fortalecimento de uma Universidade pública, socialmente engajada na construção da cidadania, na ampliação dos espaços democráticos de acesso à universidade e na construção de uma sociedade brasileira socialmente justa.
- o inicio do processo se dará a partir classe dos Professores Associados visando ampliar para incluir e representar as demais classes docentes da Universidade.
No processo de elaboração da Proposta de Fórum Docente adotaremos como Diretrizes da Reforma:
- a redução do poder da técnico-burocracia universitária na prática da pesquisa, do ensino e da extensão;
- a construção e o respeito à diversidade de pensamento;
- a ampliação das possibilidades do exercício da democracia nas práticas acadêmicas e nos documentos legais, respeitando os diferentes papéis, funções e responsabilidades de docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes e órgãos colegiados;
- a garantia das autonomias relativas aos órgãos e instituições universitárias democratizando o equilíbrio de poderes das instâncias executivas e legislativas da Universidade, no sentido do fortalecimento dos Institutos ou Uepes;
E, uma prática de trabalho aberta e participativa de todos os docentes interessados.
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